TEREZA
Letra e música: Flávio Almeida
REFRÃO
Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tereza.
Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tereza.
Tereza, vou falar com toda franqueza
Você com essa mania de grandeza
Só tirando onda de burguesa
Pose de nobreza e alteza
Tereza, que pobreza
Tereza, que baixeza
Tereza, que fraqueza
Que tristeza
REFRÃO
Tereza, você me faça a fineza
de não me olhar assim com essa frieza
Que isso já é muita malvadeza
E chega de causar mais estranheza
Tereza é só incerteza
Tereza está na defesa
Tereza, vira a mesa
Sai à francesa
REFRÃO
Tereza de que adianta toda beleza
diante de tanta indelicadeza
fazendo por aí cada proeza
contrariando a sua natureza
Tereza, isso é esperteza
Tereza, foi surpresa
Tereza, a safadeza
não é moleza
REFRÃO
Tereza se apegou à miudeza
e da obsessão ficou freguesa
Presa à armadura é fortaleza
Inflama o ambiente, não é limpeza
Tereza era leveza
Tereza já foi lindeza
Tereza tinha clareza
e pureza
Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tereza.
Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tê, Tereza.
3 de junho de 2026
TEREZA
1 de junho de 2026
TODOS OS SANTOS
TODOS OS SANTOS
Letra e música: Flávio Almeida
Santa Teresinha, dai-me como minha,
pela vossa graça essa doce gracinha.
Quero essa menina, Santa Catarina,
que ela é meu céu, Santa Isabel.
Pura Santa Helena, desejo essa pequena.
Santa Margarida, ela é minha vida.
É o que eu sempre quis, Santa Beatriz.
É moça de família, ó Santa Cecília.
Por Nossa Senhora, santa mãe de Deus,
não me vejo longe destes olhos seus.
Vigiai os meus, oh! Santa Luzia,
senão posso olhar noutra freguesia.
REFRÃO
Santos santos são.
Não os invocai em vão.
Santos santos são.
Não os invocai em vão.
Guerreiro São Jorge, que eu diga não,
e que negue fogo à donzela e dragão.
Não quero trair, bondoso São Bento,
mas a carne é fraca; será que eu aguento?
Igual São Tomé, só vendo acredito,
mas é tanta mulher, meu São Benedito.
Estou amarrado, qual São Sebastião,
coração flechado, mas me dá comichão.
Mas, São Cipriano, é que eu sou humano.
Faço, São Clarindo, enquanto estou tinindo.
Vou pecar sem grilo, piedoso São Cirilo.
Casto Frei Galvão, mulher é perdição.
REFRÃO
Sou comprometido, discreto São Guido.
Fominha e carente, caro São Vicente.
Valei, São Joaquim, ando sempre a fim.
É, São Lourenço, é só nisso que eu penso.
Sim, meu bom São Brás, é tentação demais.
Olha, São Francisco, não enjeito petisco.
Meu São João Batista, de mim não desista.
Sabe, Santo Inácio, não pense que é fácil.
Grande São Miguel, me ajuda a ser fiel.
Ô São Nicolau, me ensina a ser leal.
São Cosme e Damião, xô com a tentação.
Sublime São Tomáz, tem mulher demais.
REFRÃO
Por fim me dirijo ao bom Santo Antônio:
livrai-me, santinho, do tal matrimônio.
Ouviu, São Gregório? Eu dispenso casório.
E faça, São Luís, com que eu seja feliz.
REFRÃO
FLOR FLORZINHA
FLOR FLORZINHA
Letra e música: Flávio Almeida
REFRÃO
Flor, florzinha.
Flor, florzinha.
Sem tirar nem pôr
te quero só minha.
No jardim do amor
te fazer rainha.
Eu vou te plantar,
regar, ver crescer.
Muito bem cuidar,
depois te colher.
E pra embelezar
o meu viver,
eu vou te dar
pro meu bem-querer.
REFRÃO
Meu bem vai se enfeitar,
ficar linda de morrer.
O cabelo realçar
só vendo pra crer.
A caminho do altar
eu vou te ver.
O sim que eu ganhar
vais receber.
REFRÃO
SAINHA PLISSADA
SAINHA PLISSADA
Letra e música: Flávio Almeida
Coisinha,
menininha
descolada.
Please, please,
veste a sainha
plissada,
com a blusa
de alcinhas
decotada.
No cabelinho,
'cê sabe, nem falo,
faz um rabinho
de cavalo.
Que gracinha,
doce amada,
minha aluninha
aplicada.
ESCOMBROS
ESCOMBROS
Letra e música: Flávio Almeida
Terremotos devastando
cidades inteiras.
Derretem grandes geleiras
no eixo polar.
A água ficando escassa.
Vulcões fazem ameaça.
Tempestades e tufões
vêm para arrasar.
Ondas fortes já demonstram
a fúria do mar.
REFRÃO
Dar de ombros
aos escombros,
tsunamizar
as próprias leis.
Fome e sede,
escassez.
Qual será o país
bola da vez?
O homem não tem controle
sobre o seu planeta.
Tanto é que a natureza
só quer reagir.
Emitindo gases tóxicos
atrai mudanças climáticas.
A ganância desmedida
só faz poluir.
Deus, quantas calamidades
inda estão por vir?
REFRÃO
Os grandes jornais do Mundo
trazem más notícias.
Os grandes jornais do Mundo
trazem mais notícias.
31 de maio de 2026
COLA
COLA
Letra e música: Flávio Almeida
Conheço você desde menina,
a gente estudou na mesma escola.
Eu sempre te vi como a mais linda
e você me dava a maior bola.
Na sala de aula era traquina,
uma estudante enrola-enrola.
“Não vou estudar, não me azucrina”.
“Não gosto, ‘tô fora, dois, três, isola”.
Você despertou em mim
a vontade de amar,
me ensinou a ter desejos
e eu te ajudei a passar.
Você era garota grã-fina
e eu um pobre rapazola.
Estudar era a minha rotina,
guardava tudo na cachola.
Fosse qual fosse a disciplina,
quando era época de prova,
nosso segredo eu guardo ainda:
você só passava se eu desse cola.
DUAS TORRES
DUAS TORRES
Letra e música: Flávio Almeida
Vem vindo lá o primeiro avião,
com a torre norte vai se chocar.
Não, Mohammed, faz isso não,
tenta voar até Islamabad.
Outro avião vem vindo lá,
vai se lançar contra a torre sul.
Ó, Al-Shehhi, em nome de Alá,
desvie a rota para Cabul.
Mujahidin,
vai jogar tudo pro ar
e num jardim
dez virgens você vai bombar.
E enfim,
vai ser a maior jihad.
CONVIVÊNCIA
CONVIVÊNCIA
Letra e música: Flávio Almeida
Sim, havia
mais poesia
na harmonia
Amizade
sintonia
alegria
Todo dia
te ouvia
Com raridade
te via
Com liberdade
te pertencia
A saudade era
uma agonia
Mas convivendo
fui percebendo
e essa verdade
me angustia:
a proximidade
nos distancia
30 de maio de 2026
CORAÇÃO SANGRANDO
CORAÇÃO SANGRANDO
Letra e música: Flávio Almeida
Ontem meu coração se abriu e sangrou
assim que toquei as pétalas de tuas mãos.
E quando meus lábios tocaram os teus,
emocionado suspirei: meu Deus, meu Deus.
O sangrar de meu coração é um rio delirante.
Saudade e febre se confundem em mim.
E quando teus lábios tocaram os meus,
extasiado suspirei: meu Deus, meu Deus.
Meu coração está banhado em sangue.
A líquida paixão me afoga em desejos.
E quando arrebatado suspirei: meu Deus, meu Deus,
teu beijo deu-me o céu e clareou meus breus.
E quando arrebatado suspirei: meu Deus, meu Deus,
teu beijo deu-me o céu e clareou meus breus.
Ontem meu coração se abriu e sangrou.
Saudade e febre se confundem em mim.
E quando arrebatado suspirei: meu Deus,
teu beijo deu-me o céu e clareou meus breus.
TÃO SIMPLES
TÃO SIMPLES
Letra e música: Flávio Almeida
É tudo tão simples, amiga,
deixa fluir a respiração.
Há um ninho de passarinho
bem ao alcance de tua mão.
Com três ovinhos novinhos,
em breve os filhotinhos
vão nascer sob a tua proteção.
É tudo tão fácil, querida,
requer somente muita emoção.
É tudo tão fácil, querida,
requer somente muita emoção.
Tu, à distância, atenta,
cuidadosa e de prontidão,
encantada com o casalzinho
e com a graça da criação.
Até parece que o ninho,
com todo amor e carinho
foi feito dentro do teu coração.
É tudo tão simples, amiga,
só carece manter a mansidão.
É tudo tão simples, amiga,
só carece manter a mansidão.
VOCÊ TEM COM QUEM SE ABRIR?
VOCÊ TEM COM QUEM SE ABRIR?
Letra e música: Flávio Almeida
Ombro amigo pra recostar.
Um cantinho pra dividir.
Mão estendida a se dar.
Palavras fáceis de fluir.
Um colo pra repousar.
Assuntos pra distrair.
Muitos casos pra lembrar.
Coisas boas juntos curtir.
REFRÃO
Você tem com quem chorar?
Você tem com quem sorrir?
Você tem com quem contar?
Você tem com quem se abrir?
Você tem com quem se abrir?
Você tem com quem se abrir?
Braços pra se aconchegar.
Coração que se possa ouvir.
Olhos d'alma pra olhar.
Silêncio pra refletir.
Voz que saiba acalmar.
Jeito certo de conduzir.
Ter razão sem magoar.
Confiança jamais trair.
REFRÃO
Espaço pra se encontrar.
Liberdade pra ir-e-vir.
Tempo pras dores curar.
Ao sonhar não se reprimir.
Apoio se precisar.
Compreensão se explodir.
Sempre em tudo perdoar.
Bálsamo quando se ferir.
Você tem com quem chorar?
Você tem com quem sorrir?
Você tem com quem contar?
Você tem com quem se abrir?
29 de maio de 2026
SORRINDO PARA O SOL
SORRINDO PARA O SOL
Letra e música: Flávio Almeida
Eu te vi de manhã, sorrindo para o sol,
linda, em um vestido azul.
Foi só você passar meu dia começou;
menina, você esbanja luz.
Gosto do seu astral, te ver me faz feliz.
Moça, você é tudo de bom.
Só sabe irradiar a paz que você tem;
olha, você me faz tão bem.
Onde você passa tudo brilha.
Tudo para ao ver você passar.
Eu te fotografo com meus olhos
e de emoção quase choro,
tão linda assim não há.
Você contagia tudo e todos,
com esse seu jeitinho simples
você sabe cativar.
Eu te vi de manhã, sorrindo para o sol,
linda, em um vestido azul.
Foi só você passar meu dia começou;
menina, você esbanja luz.
28 de maio de 2026
SEJA O QUE FOR
SEJA O QUE FOR
Letra e música: Flávio Almeida
Tudo bem.
Agora melhor.
Eu te encontrei.
Se for para durar, que seja infinito.
Se for para o bem, que seja bem-vinda.
Se for para a sorte, que seja grande.
Se for para a vida, que seja longa.
Se for para o sonho, que se realize.
Se for para seguir, que seja sem rumo.
Tudo bem.
Agora melhor.
Eu te encontrei.
Se for para dizer, que seja dito.
Se for para calar, que seja em silêncio.
Se for para chorar, que seja de emoção.
Se for para o futuro, que seja previsto.
Se for para a saúde, que seja em paz.
Se for para perder, que seja o tempo.
Tudo bem.
Agora melhor.
Eu te encontrei.
Se for para mim, que seja exclusiva.
Se for para nós, que seja tão nosso.
Se for para mudar, que seja entre nós.
Se for para partir, que seja sincera.
Se for para o amor, que seja comigo.
Se for para amar, que seja feliz.
Tudo bem.
Agora melhor.
Eu te encontrei.
SOL LILÁS
SOL LILÁS
Letra e música: Flávio Almeida
Ontem te mostrei a lua,
hoje vou te mostrar o sol,
amanhã, dançando na chuva,
eu te mostro quem eu sou.
Peixe, ave,
pedra, planta, fogo e ar.
Louco, ímpar,
fome, corpo, alma sem par.
Chove suor em meus poros,
chove lágrimas no olhar.
Chove som de meteoros,
céu e raios de um sol lilás.
Solto, leve,
sangue, mente e coração.
Livre, belo,
belo caos na imensidão,
vai e vem num voo em vão,
sim de um deus que só diz não.
Ontem te mostrei a lua,
hoje vou te mostrar o sol.
27 de maio de 2026
BRINCADEIRAS DE CRIANÇA
BRINCADEIRAS DE CRIANÇA
Letra e música: Flávio Almeida
Tem sempre uma criança
brincando dentro da gente.
Sua lembrança aliança
entre passado e presente.
Par ou ímpar, estátua, totó,
pipa, aviãozinho de papel.
Corrida de saco, dominó,
amarelinha e passa-anel.
Adivinhas, jogo de botão,
cobra-cega e queimada.
Palitinhos, dama, pião,
morto-vivo e charada.
REFRÃO
Quem um dia não brincou
não sabe o que perdeu.
Pela infância da vida passou,
só passou mas não viveu.
Danças, cantigas, patinete,
boca de forno, bilboquê.
Caça-palavras, detetive e bete,
barra-manteiga, bambolê.
Peteleco, mímica, carrinho
e chicotinho-queimado.
Bolinha de gude, corda, trenzinho,
rolimã e marcha-soldado.
REFRÃO
Quebra-cabeça, parlendas, peteca,
pelada de rua, escolinha.
Trava-língua, memória, boneca,
ioiô, salva-latinha.
Caça-tesouro, forca, casinha,
gol a gol, fincas no rio.
Caiu no poço, cozinhadinha
e telefone sem fio.
REFRÃO
Faz-de-conta, polícia e ladrão,
perna-de-pau, rei e rainha.
Médico, visita, assombração,
prenda e ciranda-cirandinha.
Estilingue, dado, sô lobo,
pique de pegar e de esconder,
vaca-amarela, enganou o bobo...
Por que é que eu fui crescer?
Por que é que eu fui crescer?
Por que é que eu fui crescer?
Viva seu lado criança,
a pura felicidade,
enche a vida de esperança
e o coração de saudade.
Tem sempre uma criança
brincando dentro da gente,
brincando dentro da gente.
24 de maio de 2026
SILÊNCIO MAIOR
SILÊNCIO MAIOR
Letra e música: Flávio Almeida
Tanta coisa pra dizer
e o silêncio foi maior.
Tudo o que podia haver,
tudo o que deixou de ser,
não vivemos o melhor.
O que foi que a gente fez?
Onde foi que a gente errou?
O amor aconteceu,
por um nada se perdeu,
por tão pouco se acabou.
Belo sonho que passou,
de nós dois nada restou,
só a saudade ficou.
Eu bem que tentei falar,
a timidez não deixou.
Cansei de me expressar
com a linguagem do olhar,
mas você não me escutou.
Nem meus gestos e intenções
conseguiram fazê-la ver.
Nem o tanto que me abri
ou o tempo que pedi,
nada disso a fez crer
que eu pudesse merecer
o amor que eu quis ter
e sempre sonhei viver.
Eu busquei o equilíbrio,
você se precipitou.
Eu pedi pra respirar,
mas sua falta de ar
sem querer nos sufocou,
sem saber nos separou,
sem mim você ficou,
sem você estou e vou,
um ser só é o que sou.
LOUCO SONHO DE VERÃO
LOUCO SONHO DE VERÃO
Letra e música: Flávio Almeida
Eu a vi desfilando na praia,
competindo com o sol.
Seu corpo solto na paisagem,
mais lindo que o mar azul.
Longos cabelos ondulados
esvoaçavam mil tons de luz.
REFRÃO
Ela era um anjo bom,
fruto da imaginação.
A visão de calor e praia,
louco sonho de verão.
Ela era um anjo bom,
fruto da imaginação.
A visão de calor e praia,
louco sonho de verão.
Musa, sonho, miragem, sereia,
um ser quase irreal.
Mulher levitando pela areia,
menina sobrenatural.
Esbanjava beleza, leveza,
princesa do litoral.
REFRÃO
Bronzeada, delícia, perfeita,
ninguém nunca viu nada igual.
Ímã de olhares rimando desejos,
fêmea arte final.
Humana maçã de um Deus sem juízo,
pecado mais que original.
REFRÃO
SOLIDÃO A DOIS
SOLIDÃO A DOIS
Letra e música: Flávio Almeida
Se for por amor que você sofre,
tudo o que tentou foi sempre em vão,
chega de sofrer, comece a viver,
é hora de tomar a decisão,
tirar a emoção do coração,
deixar bater mais forte a razão.
Se o que você sente é um vazio
e o ar que respira é de aflição,
um amor assim já chegou ao fim,
o que lhe resta agora é frustração
somada ao medo da separação,
carece de por fim à relação.
Se você se anula o tempo todo,
sua autoestima está no chão,
se sente refém, nada está bem,
não resta esperança ou ilusão,
nem mesmo um fiapo de paixão,
seu corpo é um extinto vulcão.
Se você reluta e segue em frente,
do pouco que tem não abre mão,
por temer perder e se arrepender,
mantém acomodada a situação,
aos sonhos do futuro diz um não
e vai viver a dois a solidão.
Aos sonhos do futuro diz um não
e vai viver a dois a solidão.
NÃO DÁ MAIS
NÃO DÁ MAIS
Letra e música: Flávio Almeida
Eu não te peço mais
gestos, intenções, mil alegações
ou que se sinta em paz.
Nem explicações, ouvir minhas razões,
eu sei que tanto faz.
Insinuações, silêncios e sermões,
acusações banais.
Insatisfações, brigas e perdões,
e as comparações comuns aos casais.
REFRÃO
Eu não te peço mais
nada, nunca mais.
Amor é mar sem cais.
Não sei voltar atrás.
Só o fim nos satisfaz.
Eu não te quero mais.
Eu não te peço mais
nenhum fingimento, falso argumento,
adiamento fugaz.
Colírio ou unguento, Doril ou óleo bento,
nem que traga os jornais.
Tento, reinvento, blasfemo contra o vento,
eu já não me aguento, aliás.
Calo pensamento, escondo sentimento,
a ti me acorrento e sufoco meus ais.
REFRÃO
Eu não te peço mais
reconciliações, falsas declarações,
chavões sempre iguais.
Evitar confissões, boas recordações,
senões sentimentais.
Pausar as agressões, cercar-me de atenções,
soluções irreais.
Nossos corações, ambos tão chorões,
com tantas aflições sofreram demais.
REFRÃO
Eu não te peço mais
manter o juramento, pensar no casamento,
sermos cem por cento normais.
Pintar o apartamento em desmoronamento,
limpar do rompimento nossas digitais.
Arrependimento, deixar no esquecimento
tormentos ciumentos de dois boçais.
Olha, eu lamento, passou o encantamento,
e sem ressentimento eu digo: não dá mais.
REFRÃO
23 de maio de 2026
CORAÇÃO NO VAREJO
CORAÇÃO NO VAREJO
Letra e música: Flávio Almeida
Sem amor, abandonado,
cansado da solidão.
Sem saber o que fazer,
sem ter nada a perder,
pensou numa solução.
Mandou anunciar:
“Mulher, pode levar”.
“Aproveite a promoção”.
“Incrível!” “Imperdível!”
“Melhor impossível!”
“Não tem comparação”.
Dividiu em muitas vezes,
pôs à venda o coração
em suaves prestações,
nas melhores condições,
sem juro ou correção.
Verdadeiro bota fora,
um negócio bom, da hora,
estilo liquidação.
Produto pouco usado,
garantido e aprovado,
aguenta o batidão.
Tanto tempo de carência,
da entrada abriu mão.
Não precisa de avalista,
prazo a perder de vista,
precinho de ocasião.
Esta é pra você, mulher!
Pague só quando puder,
cheque, carnê ou cartão.
Mas se honrar o investimento,
esquece o financiamento,
você não paga um tostão.
Pode informar à praça
que você levou de graça
um valioso coração.
FRÁGEIS PERGUNTAS
FRÁGEIS PERGUNTAS
Letra e música: Flávio Almeida
Quem te olha que eu não sei?
Além de mim quem te deseja?
E o anel que eu te dei?
A tua boca alguém beija?
O espelho te reconhece?
É demorado teu banho?
Alguém aí te merece?
Já te pareço um estranho?
São frágeis perguntas,
nem de respostas carecem.
Trazem tantas lembranças juntas
que em silêncio se esquecem.
O que escrevi, ainda lês?
Saudade de mim não mais?
E meus olhos que não vês?
Tudo ficou para trás?
Estás bem sem meu cheiro?
E a memória das loucuras?
Conservas o meu travesseiro?
Inda manténs tuas juras?
São frágeis perguntas,
nem de respostas carecem.
Trazem tantas lembranças juntas
que em silêncio se esquecem.
22 de maio de 2026
PERDOA MEU JEITO DE SER
PERDOA MEU JEITO DE SER
Letra e música: Flávio Almeida
Se algum mal te fiz não sei.
No que foi que eu te magoei.
Se alguma bandeira eu dei,
errei, falhei, pisei na bola
e agora só estou, fiquei.
Sem querer te deixei no ar.
Te perdi ao me procurar.
Por aí me deixei levar,
distraí, me iludi, me danei,
sem me encontrar.
Eu nem sei mais o que falar.
Se pedir perdão valer,
perdoa mil vezes esse meu jeito
desprotegido de ser.
Mas se quiser, deixa doer,
me esquece e me faz te esquecer.
Afinal eu sempre faço o máximo
por merecer sofrer, perder.
Eu vou sobreviver.
Eu vou sobreviver.
M.S.A.
M.S.A.
Letra e música: Flávio Almeida
Linda moça solitária,
em seu campo afetivo
você é proprietária
de um corpo sem cultivo,
alma latifundiária,
coração improdutivo.
Tenho muito amor pra dar,
vou fazer a ocupação,
minha bandeira fincar,
vermelhinha de paixão,
de você me apossar,
assentar a solidão.
Viver sem amor não dá,
vou me tornar invasor.
Coração ao deus-dará
invadir que nem trator.
Vou fundar o M.S.A. –
Movimento dos Sem Amor.
Quero amor em produção,
por safras de amor eu luto,
desbravar seu coração
que é terreno devoluto
ou por usucapião
ou por simples usufruto.
Seja do jeito que for,
você vai ser o meu bem.
Não sou nenhum infrator,
estou só, você também.
Um coração sem amor
vira terra de ninguém.
Viver sem amor não dá,
vou me tornar invasor.
Coração ao deus-dará
invadir que nem trator.
Vou fundar o M.S.A. –
Movimento dos Sem Amor.
Vou fundar o M.S.A. –
Movimento dos Sem Amor.
21 de maio de 2026
REDUNDÂNCIA
REDUNDÂNCIA
Letra e música: Flávio Almeida
Nós dois juntinhos assim
vai dar muito que falar,
pois quem olha para mim
te vê em meu olhar.
É inerente,
é redundante,
porque a gente
é tão semelhante.
Você e eu,
eu e você.
Você sou eu,
eu sou você.
Amizade e amor,
liberdade e compromisso.
Néctar e beija-flor,
aquilo que deu nisso.
É inerente,
é redundante,
porque a gente
é tão semelhante.
Você e eu,
eu e você.
Você sou eu,
eu sou você.
SE EU CANTASSE EM INGLÊS BABY
SE EU CANTASSE EM INGLÊS BABY
Letra e música: Flávio Almeida
Se eu cantasse em inglês, baby,
você ouviria de mim:
I love you. I love you.
E você me deixaria feliz, baby,
se respondesse assim:
I love you too. I love you too.
Mas nem mesmo em português
a gente consegue expressar.
O nosso amor virou mudez
até na linguagem do olhar.
Se eu cantasse em inglês, baby,
você ouviria de mim:
I love you. I love you.
E você me deixaria feliz, baby,
se respondesse assim:
I love you too. I love you too.
Mas um silêncio entre nós se fez.
Nem a emoção quer mais falar.
Gritos e sussurros da nudez
também resolveram se calar.
PASSARINHAR
PASSARINHAR
Letra e música: Flávio Almeida
Pousa, passarinho, chega de voar.
Fica bem quietinho, vou te observar.
Olha o passarinho! - Te fotografar.
E canta teu canto que eu quero gravar.
Voa o teu canto de tanto cantar.
Canta o teu voo encanto no ar.
Fecha o par de asas e vem descansar.
Para, passarinho, trata de pousar.
Passará pássara.
Pássara passará.
Ela é ave rara, tão rara não há.
E tu só gorjeias exilado lá
no azul, perdido entre ser e estar,
nesse azul tão lindo, céu é teu lugar.
Passará pássara.
Pássara passará.
Todo passarinho, sozinho sem par,
quer fazer um ninho, se acasalar.
Só tu, passarinho, quer passarinhar,
nesse indo e vindo sem nunca chegar,
voando e cantando sem pouso e ficar,
nuvens na cabeça e sol no olhar.
Pousa, passarinho, chega de voar.
Pousa, passarinho, chega de voar.
20 de maio de 2026
PÁSSARO NA ANTENA
PÁSSARO NA ANTENA
Letra e música: Flávio Almeida
Por que é que eu canto
se já me calei tanto?
Só sei que cantando
ando indo e tentando.
E sei onde, como e quando.
Meu canto antigo
de novo contigo.
Cantar de improviso
o suave som sem aviso,
mais que urgente é preciso.
Cantiguinha novinha,
teu sorriso tem covinha.
Teu sorriso me ilumina.
Teu sorriso minha voz afina.
Nada em mim mais desatina.
Canto mais agora,
canto e vale a pena.
Se a alma é sonora,
a voz é plena e serena.
Sou um pássaro na antena.
E essa é a minha cantilena.
Sou um pássaro na antena.
19 de maio de 2026
OLHE BEM AS MONTANHAS
OLHE BEM AS MONTANHAS
Letra e música: Flávio Almeida
Olhe bem as montanhas,
seus tons de verdes e azuis.
São das paisagens
altas viagens,
santos altares do tempo,
traçam as curvas do vento.
Onde primeiro cai a chuva,
têm travesseiros de nuvens.
Livres mirantes,
pedras possantes,
batem as asas cachoeiras,
é quase céu tanta beleza.
Nessa busca de si mesmo,
desafie o próprio medo.
Escale o Mundo,
atinja o topo,
é tão fácil, tudo é simples,
deixa ecoar o silêncio.
Olhe bem as montanhas,
olhe bem as montanhas.
PASSARIM VERDE
PASSARIM VERDE
Letra e música: Flávio Almeida
Olhos brilhando, alegria louca,
bate o coração no céu da boca.
Calma, leveza, vontade de voar,
luzes e magia brincam no ar.
O Passarim Verde docemente cantou.
Isso é o que chamam de amor.
É isso o que chamam de amor.
Saudade inquieta, agonia boa.
Por ciúmes tolos se sofre à-toa.
Qual adolescente volta-se a sonhar,
sonhos que é melhor nem contar.
O Passarim Verde finalmente pousou.
Isso é o que chamam de amor.
É isso o que chamam de amor.
Passarim Verde cantou e pousou.
Passarim Verde jamais se aprisionou.
Canta em liberdade o amor.
Em confiança pousa o amor.
DONA YOKO
DONA YOKO
Letra e música: Flávio Almeida
Japa japa japa japa japa japa japa ja
Dona Yoko, Dona Yoko,
chega a dar pavor.
Fazer arte abstrata
com asa de barata
e pétala de flor.
Oh, rica viúva,
arigatô.
Senhora Ono,
guarde o quimono,
dispenso o banho em seu ofurô.
Oh, velha gueixa,
há um senão:
mesmo franzina,
madame cheira a nicotina
e alcatrão.
Eu não quero, eu não devo,
não é de bom tom.
Não vou entrar nessa história
de chifrar a memória
do finado John.
John, ô John,
quanta imagination.
Japa japa japa japa japa japa japa ja
AVANÇOS DO MUNDO
AVANÇOS DO MUNDO
Letra e música: Flávio Almeida
Todos estão se queixando de tudo,
já preocupados com a sobrevivência.
O Mundo não pode mais ficar mudo,
viver é uma prova de inteligência.
Países com seus egoísmos diversos,
uns dizendo aos outros: Não se intrometa!
E assim, fomentando conflitos perversos,
matam aos poucos o nosso planeta.
REFRÃO
A Terra há muito não tem governantes.
Seus líderes não passam de negociantes.
A água, o solo e o ar que se danem
nas mãos destes homens gananciosos.
Que tais poderosos não mais nos enganem
com seus discursos sempre mentirosos.
A fauna e a flora são trucidadas.
Tratados e acordos não são cumpridos.
Espécies inteiras são dizimadas.
Aos clamores da vida não dão ouvidos.
REFRÃO
Como filtrar o sol super quente?
A devastação foi globalizada.
O homem moderno é um bicho urgente,
o lucro é a meta a ser alcançada.
E o que será das gerações futuras?
Meu Deus, que sufoco vão passar!
Inocentes herdeiras dessas loucuras,
perdidas no caos de um véu nuclear.
REFRÃO
E tanto falam de avanços do Mundo,
avanços rumo a um abismo sem fundo.
18 de maio de 2026
BICO FECHADO
BICO FECHADO
Letra e música: Flávio Almeida
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você.
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você.
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você,
contra você, contra você.
É sempre muito bom tomar cuidado
com toda e qualquer coisa que se diga,
pra não se arrepender de ter falado
ou desabafado com pessoa amiga.
Aquilo que foi confidenciado
em conversa recente ou antiga,
que em outro coração está guardado
como revelação de sua dor e fadiga.
Se for conveniente vai ser jogado
na sua cara quando pintar briga.
O que de boa fé você tenha confiado
igual bumerangue volta e te fustiga.
Não se sinta traído, apunhalado,
nem sua confiança virar mendiga,
mantenha sempre o bico fechado
e que Deus te livre de qualquer intriga.
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você.
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você.
Você tem o direito de ficar calado
ou tudo o que disser será usado contra você,
contra você, contra você.
LENNON E McCARTNEY
LENNON E McCARTNEY
Letra e música: Flávio Almeida
Quando John e Paul ainda se entendiam.
Quando John e Paul não se entediavam.
Quando John e Paul brincavam e sorriam.
Quando John e Paul juntos sempre estavam.
Quando John e Paul se curtiam.
Quando John e Paul em canções falavam.
Quando John e Paul letra e melodia.
Havia, sim, um sonho, um sonho havia.
Havia, sim, um sonho, um sonho havia.
O sonho acabou. O sonho acabou.
Não é este o Mundo que John imaginou.
E só de lembranças vive o solitário Paul.
O sonho acabou. O sonho acabou.
O sonho acabou.
Quando John e Paul eram rock’ n’ roll.
Quando John e Paul compunham baladas.
Quando John e Paul davam o show.
Quando John e Paul cabeças inspiradas.
Quando John e Paul alçavam voo.
Quando John e Paul soltavam tiradas.
Quando John e Paul tinham sintonia.
Havia, sim, um sonho, um sonho havia.
Havia, sim, um sonho, um sonho havia.
O sonho acabou. O sonho acabou.
Não é este o Mundo que John imaginou.
E só de lembranças vive o solitário Paul.
O sonho acabou. O sonho acabou.
The dream is over. The dream is over.
17 de maio de 2026
MÃE AMÉRICA DO SUL
MÃE AMÉRICA DO SUL
Letra e música: Flávio Almeida
Mãe América do Sul,
de teu seio jorra luz.
Com luz amamenta,
nosotros sacia,
dor e utopia nos dá.
Mis hermanos, que hermosa
es la pátria liberdad.
Mi casa su casa,
abrigo del sueños,
sonhos como água e ar.
América, América, América,
América do Sul.
Inda não te descobri:
luchas, línguas e pueblos,
índios e florestas,
águas, bichos e aves,
geleiras, ruínas, teu sol.
Quão fantástica és tu.
Cores, imaginación,
fogo das estrelas,
encantos, mistérios,
imensos desertos de sal.
América, América, América,
América do Sul.
Por supuesto, sus histórias
são tecidas en las noches.
Esquinas del mundo,
vulcões, cordilheiras,
altitude dos Andes, luar.
São azuis tuas mañanas.
Flores de mãos artesãs,
danças e canciones,
fuerza e sentimientos,
mãe, nos alimenta de luz.
América, América, América,
América do Sul.
PALAVRA
PALAVRA
Letra e música: Flávio Almeida
Fala da palavra
em uma palavra
raiz da palavra
O som da palavra
arte da palavra
o ser da palavra
Palavra pensada
palavra calada
palavra falada
Silêncio
Silêncio
A palavra escrita
a palavra lida
a palavra lavra
Chave da palavra
palavra de honra
gente de palavra
Pedir a palavra
medir a palavra
pesar a palavra
Silêncio
Silêncio
Uso da palavra
a palavra dada
está com a palavra
Molhar a palavra
mudar a palavra
palavra cruzada
Bendita palavra
palavra palavra
última palavra
Silêncio
Silêncio
SE VOCÊ QUER ME FAZER FELIZ
SE VOCÊ QUER ME FAZER FELIZ
Letra e música: Flávio Almeida
Se você quer me fazer feliz.
Seja natural naturalmente.
Verdadeira verdadeiramente.
Simples simples simples simplesmente.
Se você quer me fazer feliz.
Se você quer me fazer feliz.
Tudo agora ao mesmo tempo já.
Se me fizer feliz feliz será.
Tudo agora ao mesmo tempo já.
Se me fizer feliz feliz será.
Se você quer me fazer feliz.
16 de maio de 2026
AGORA E AQUI
AGORA E AQUI
Letra e música: Flávio Almeida
Não me peça para ser sutil,
nem me impeça de ser mais direto.
Ser discreto, onde já se viu?
Já me cansei de ser seu objeto.
Em seus olhos eu só vejo nada.
Sua voz já não chega até mim.
Minha vida anda sufocada
e a sua sei que também sim.
Você sempre confiante demais.
Egoísta, só pensa em si.
Concluí que não aguento mais,
nosso caso acaba agora e aqui.
Separarmo-nos é o que nos resta,
nossa festa já chegou ao fim.
Um amor que só nos molesta,
não faz bem, só pode ser ruim.
Meu adeus aceite numa boa.
Abra mão, já não sou mais seu.
Tantas coisas, grandes e à-toa.
Fui somando e você me perdeu.
Você sempre confiante demais.
Egoísta, só pensa em si.
Concluí que não aguento mais,
nosso caso acaba agora e aqui.
Nosso caso acaba agora e aqui.
CONFICÇÃO
CONFICÇÃO
Letra e música: Flávio Almeida
Tudo por terminar,
recomeço a cada segundo.
Respiro a falta de ar
conspirando contra o Mundo.
Eu me vejo tão simples,
eu não sei dizer não.
O que sou vai contigo,
és a minha solidão,
és a minha solidão.
Sem ter o que revelar,
muitas vezes te confundo.
E é pra te ver boiar
que sempre me aprofundo.
Eu te acho tão frágil,
toda assim coração.
Viver-te em queda-livre
sem qualquer proteção,
sem qualquer proteção.
15 de maio de 2026
MANUAL DE INSTRUÇÕES
MANUAL DE INSTRUÇÕES
Letra e música: Flávio Almeida
Você me criou, imaginou, inventou,
com os seus critérios e intenções.
Na sua cabeça pouco importa quem sou,
o meu Eu e as minhas emoções.
Você me pensou, idealizou e testou
conforme as suas convicções.
Em sua onipotência nem sequer cogitou
ler meu manual de instruções.
Em seus procedimentos jamais avaliou
o meu manual de instruções.
Cuidado, sou frágil,
sou de opinião.
De alta voltagem,
tenho coração.
Eu sou inflamável,
sem reposição.
Causo dependência
em caso de paixão.
NOITE BRANCA
NOITE BRANCA
Letra e música: Flávio Almeida
Vestindo seu sobretudo preto,
a noite branca está aqui em casa
com suas olheiras, seu ar deprimido,
pálida, gélida, ávida, gótica, cálida.
Pálida, gélida, ávida, gótica, cálida.
Sei que a noite branca vive acordada.
E que a noite branca é tão solitária.
Ela não é bem-vinda, mas mostra a face.
Hoje a noite branca está aqui em casa.
Mantém os insones em uma caverna.
Louca, é de lua e se diz eterna.
Ela anda nua, diz que sou seu amigo
íntimo, álibi, lúcido, tímido, lívido.
Íntimo, álibi, lúcido, tímido, lívido.
A noite branca quer morar comigo.
Não abre mão de minha companhia.
Hoje a noite branca é minha visita.
Tem mais de zil anos e não é aflita.
14 de maio de 2026
NO FUTURO
NO FUTURO
Letra e música: Flávio Almeida
Meus olhos não te viram ainda.
Tu que serás amada minha um dia.
Quando te conhecer, no futuro,
já saberei que estavas pronta pra mim.
Quando te conhecer, no futuro,
já saberei que estavas pronta pra mim.
Eu que te imagino diferente de todas,
sei que és única e tão difícil de encontrar.
Mas juntos haverá o prazer mútuo.
Nós que intuitivamente somos um do outro.
Mas juntos haverá o prazer mútuo.
Nós que intuitivamente somos um do outro.
Nós que naturalmente sempre fomos um do outro.
Nós que eternamente nascemos um para o outro.
13 de maio de 2026
MUSA MÚSICA
MUSA MÚSICA
Letra e música: Flávio Almeida
Te toco, dedilho,
instrumento.
Contigo me afino,
ritmo e tom.
Cordas e acordes,
acompanhamento.
Me dás a harmonia,
melodia e som.
Te olhar, me ver,
gostar de ser.
Sentir, sonhar,
te ouvir cantar.
Toda musical,
sentimento.
És a poesia,
meu tudo de bom.
Dança, cor e luz,
movimento.
Musa e minha arte,
dona de meu dom.
Me olhar, te ver,
ficar, querer,
pedir, ganhar,
te ouvir cantar
o amor.
REVIVÊNCIAS
REVIVÊNCIAS
Letra e música: Flávio Almeida
Eu quis viver novamente
coisas de um tempo atrás,
no muito antigamente.
- Ah, mas quanto tempo faz.
A estrada percorrida
trouxe-me até aqui.
Muito me ensinou a vida,
tudo o que aprendi vivi.
À sombra de um lindo ipê
sentei e pus-me a lembrar,
quando conheci você
eu comecei a sonhar.
Senti o vento da serra,
ouvi longe o bem-te-vi,
beijei a querida terra,
saudade foi que senti.
Pensamento garimpeiro
enfeitou-se de diamantes,
reviveu-me por inteiro
em todos os meus instantes.
Hoje sei que nas andanças
ganhei mais do que perdi.
Enfrentei certeiras lanças,
me feri, sobrevivi.
Me armei de esperanças,
com estas lutei, venci.
12 de maio de 2026
MULHER POESIA
MULHER POESIA
Letra e música: Flávio Almeida
O dia amanheceu na cidade.
Que saudade da noite anterior.
Meu amor, seu beijo deixou aceso
meu desejo de te ver de novo.
E essa brasa em meu peito,
incendeia o meu corpo.
O cheiro de seus cabelos.
A sua pele macia.
Suas mãos, quanta leveza.
Seu olhar me inebria.
Que delícia que é você,
mulher poesia.
Bateu forte sua presença,
ligou cabeça com o coração.
A saudade dói serena,
plena e louca de emoção.
Meu par, minha fêmea,
ar de minha respiração.
Que delícia que é você,
mulher poesia.
Que saudade da noite anterior.
11 de maio de 2026
ABBEY ROAD
ABBEY ROAD
Letra e música: Flávio Almeida
Rua que não passa, que não segue,
que já foi e nunca chega,
leva a lugar nenhum.
Rua de silenciosa esquina,
vidas e vindas, lugar comum.
REFRÃO
Abbey Road vai e vem,
a rua que alguém
vai mandar ladrilhar
para a saudade passar.
Rua do passado, eternamente,
o mundo atravessa sem direção.
Rua de um velho sonho bom,
não fica em Liverpool,
ou seja, é contramão.
REFRÃO
Rua de encontros, desencontros,
tão perto e tão longe,
será sempre assim.
Rua de um tempo sem saída,
reta e torta toda vida,
Abbey Road vai sem fim.
Abbey Road vai e vem,
a rua que alguém
vai mandar ladrilhar
para a saudade passar.
NONADA
NONADA
Letra e música: Flávio Almeida
Há mar em Minas.
Mar de inconfidente silêncio.
Libertas quae será,
é sua praia a liberdade.
Marminas, Minasmar,
em ondas montanhas.
Há mar, Diadorim,
sal do suor, saudade e lágrimas.
Riobaldo, Rosamar.
Velho São Francisco: riomar.
Mar de Minas, mar sem cais.
Mar de grotões, glebas gerais.
Cê fica.
Ocê vai.
Você num esquece jamais.
Mar barroco.
Mar chapadão.
Mar de estórias, Manuelzão.
Mar de amores.
Mar João.
Mar veredas: grande sertão.
Cê fica.
Ocê vai.
Você num esquece jamais.
9 de maio de 2026
NÃO ACREDITE
NÃO ACREDITE
Letra e música: Flávio Almeida
Eu me apaixono facilmente,
quase que diariamente
e vivo intensamente cada paixão.
Curto, com prazer, os bons momentos
e confundo sentimentos,
nem tento entregar meu coração.
REFRÃO
Sou um conquistador,
doutor em paixonite.
Se eu falar de amor,
por favor, não acredite.
Galante e sedutor,
romântico sem limite.
Se eu jurar amor,
por favor, não acredite.
Se você ficar envolvida,
não diga que foi iludida,
traída, e que eu tirei seu chão.
E jamais me chame de canalha
ou qualquer coisa que o valha,
fogo de palha, volúvel, canastrão.
REFRÃO
A paixão é boa enquanto dura,
uma dói, vem outra e cura;
jura: não vai haver aflição.
E nenhum ato de loucura,
ciumeira, descompostura,
clausura, cobranças, obsessão.
REFRÃO
Agora que você está avisada,
não se sinta enganada,
magoada, chorando decepção.
Tudo o que ofereço é liberdade,
nada de exclusividade,
só amizade, sem contra indicação.
Sou um conquistador,
doutor em paixonite.
Se eu falar de amor,
por favor, não acredite.
Galante e sedutor,
romântico sem limite.
Se eu jurar amor,
por favor, não acredite.
8 de maio de 2026
VEM CÁ MEU AMOR
VEM CÁ MEU AMOR
Letra e música: Flávio Almeida
Vem cá, meu amor, vem cá.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Tava viajando entre as estrelas
e acabei de chegar.
Tava viajando entre as estrelas,
quero muito te abraçar.
Feito apanhador me pus a colhê-las,
teci um lindo colar.
Em um raio azul juntei suas pontas,
quero mais te cintilar.
Vou só bater a poeira dos astros,
vem correndo me encontrar.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Me tornei poeta no vale das flores,
colhi versos pra te dar.
Me tornei poeta no vale das flores,
com versos vou te enfeitar.
Fotografei na mente lindas paisagens,
vem vê-las em meu olhar.
Quando eu partir em outras viagens
tu hás de me acompanhar.
O mundo real será como um sonho
e o amor o nosso lar.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Cheguei agora de muito além,
tenho estórias pra contar.
Vem me fazer denguinho, neném,
canta canção de ninar.
Vem me fazer carinho, meu bem,
em teu colo vou pousar.
Vem cá, meu amor, vem cá.
Vem cá, meu amor, vem cá.
6 de maio de 2026
COISAS DO AMOR
COISAS DO AMOR
Letra e música: Flávio Almeida
O amor tem dessas coisas,
quando chega vem sem avisar.
No coração se instala, fala, cala,
ao peito todo regala
com intensa luz solar.
E pelos poros se exala,
transborda no olhar.
Pelos poros se exala,
transborda no olhar.
O amor tem grande força,
esse seu poder sobre a emoção.
Adrenalina pura, cura, jura,
do peito tira a armadura,
põe ternura no coração.
Infinito enquanto dura,
é poesia, vira canção.
Infinito enquanto dura,
é poesia, vira canção.
AMOR IMAGINÁRIO
AMOR IMAGINÁRIO
Letra e música: Flávio Almeida
Eu te amo mais que ontem,
e amanhã, mais que hoje, te amarei.
Horas, dias e semanas,
entram meses, vão-se os anos,
mais eu amo, amo tanto, eu te amo.
Sempre novo e crescente,
em meu peito jamais cabe inteiramente.
Extravasa, cristalino,
amor lindo, flui tão simples,
tão intenso, não tem fim, só nascente.
Nossas vidas se completam.
Somos tão livres que até voamos sem asas.
Bem juntinhos respiramos
e sem fôlego nos amamos,
passeamos de mãos dadas com o futuro.
Nosso amor tem um arco-íris,
sete flechas coloridas lança no ar.
Toda lucidez é louca
e toda loucura é pouca,
amo-te tanto, amor titã, amo-te tanto, amor tantã,
amo-te tanto, amor titã, amo-te tanto, amor tantã.
5 de maio de 2026
DIAMANTES IN THE SKY
DIAMANTES IN THE SKY
Letra e música: Flávio Almeida
Diamantes in the sky
Mil imagens in my mind
Sol azul in her eyes
Ô ô ô ô ô ô ô
Ela vive in to my life
Está comigo night and day
De mãos dadas in the fly
Ô ô ô ô ô ô ô
My bird
My way
My love
about to say
My girl
Tell me why
Said in play
No, no cry
No, no cry
ETERNAS JURAS
ETERNAS JURAS
Letra e música: Flávio Almeida
Prometa-me jura
que não vais sofrer não vais
que tudo será brandura
motivo de amor e paz
Garanta-me pactua
que sofrer não vais sofrer não
que estando cada um na sua
preservarás teu coração
REFRÃO
Quero-te bem tranquila
Posso ter confiança?
Vê se não te grila, viu?
Passa-me segurança, tá?
Afiança-me assegura
que vais não sofrer não sofrer
que após incansável procura
entenderás se eu me perder
Tranquiliza-me fala
que não vais sofrer não vais
que não pegarás o trem bala
e atrás de mim não irás
REFRÃO
Afirma-me declara
que sofrer não vais sofrer não
que se doer logo sara
saudade não vira infecção
Confessa-me manifesta
que vais não sofrer não sofrer
que a melhor fase da vida é esta
e o melhor do amor é viver
REFRÃO/p>
MENINO JOHN
MENINO JOHN
Letra e música: Flávio Almeida
Velha Yoko, em New York,
rasga os olhos inchados,
em prantos.
De uma janela do Dakota,
ela vê no Central Park,
John brincando com os filhos,
sorrindo.
I love Julian.
I love Sean.
O menino em Liverpool,
abandono, angústia,
silêncios.
O seu pai, homem do mar,
jamais prometeu voltar,
John o esperava no porto,
chorando.
Father, you left me.
Daddy come home.
Sua mãe, menina Júlia,
inquieta, ausente,
distante.
Quando resolveu ficar,
vem a morte e a arrebata,
John se dilacera todo,
sofrendo.
Mother, you had me.
Mama don't go.
Era gênio, quase louco,
em um jogo de espelhos,
conflitos.
Tinha medo de cair
no vazio de si mesmo.
John no fundo precisava
de amor.
I read the news, boy,
the news today.
Rock’n’rol, idéias livres,
poeta, sonhador,
sozinho.
Muita dor em seu caminho,
revolta e rebeldia,
turbilhão de sons, palavras,
John Lennon.
The dream is over.
Goodbye, goodbye.
MONTE AZUL
MONTE AZUL
Letra e música: Flávio Almeida
Mil histórias pra contar,
de onde vim, o que vivi,
mas te falta tempo para ouvir.
Hoje é cada um por si,
poucos gostam de sonhar,
e confundem pensar com o sentir.
Eu não sei o quanto te faz bem
te dar meus olhos que vêem além.
REFRÃO
Bebo da fonte serena
do monte azul.
Beijo teu rosto e sinto
um gosto de luz.
Toda noite a solidão
abre a casa no deserto
e recebe estranhas visitas.
O corvo da imaginação
pousa em meu peito aberto
e de dentro tira coisas bonitas.
Eu só sei que nada sei de nós.
Mesmo juntos nos sentimos sós.
Pontes por atravessar
sobre abismos silenciosos,
levando a lugar nenhum.
Entre o ir e o ficar
há dois lados perigosos,
fome de viver requer jejum.
Onde estejas contigo estarei.
Se estarás comigo é que não sei.
Que caminhos caminhar?
Quais palavras não dizer?
Quando é que nada, nada é?
Respostas quem vai nos dar?
Perguntas por quê fazer?
Será que isso tudo vai dar pé?
Tira os olhos do retrovisor
e olha pro horizonte, meu amor.
PRO CAETANO É CHIQUE
PRO CAETANO É CHIQUE
Letra e música: Flávio Almeida
A emenda e o soneto,
a empada e a azeitona.
Somos fé e amuleto,
a brasa e o espeto,
o escravo e sua dona.
Ela bagunça o coreto
se esse perfeito dueto
é chamado de cafona.
REFRÃO
Meu amor, não dê chilique,
e evite estrimilique,
e não arrebite a tanga,
o que chamam de baranga,
pro Caetano é chique.
A mais linda do planeta,
ultra super hiper mega.
O meu bem é de veneta,
pimentinha malagueta,
estressada fica cega.
Quase perde a etiqueta
se dizem que eu sou careta
e somos um casal brega.
Um romântico clichê,
chegadinho num chavão.
Sou um cara démodé,
todo mundo olha e vê
que eu te amo de paixão.
És meu mundo, meu porquê,
sei de cor teu ponto G
e só tu me dá tesão.
2 de maio de 2026
FIM DO AMOR
FIM DO AMOR
Letra e música: Flávio Almeida
O amanhã não virá para o amor findo.
Até mesmo o desencontro às vezes é lindo.
Ainda que bem-vindo o sol não amanhecerá rindo.
Então você verá lágrimas de raios caindo.
Amor infindo, partindo, indo.
Dentro do peito as coisas se confundindo.
Pensamentos e sentimentos se repetindo.
Lembranças que seu coração vai sentindo.
O amanhã não virá para o amor findo.
Até mesmo o desencontro às vezes é lindo.
Ainda que bem-vindo o sol não amanhecerá rindo.
Então você verá lágrimas de raios caindo.
Amor infindo, partindo, indo.
Dentro do peito as coisas se confundindo.
Pensamentos e sentimentos se repetindo.
Lembranças que seu coração vai sentindo.
Ainda que bem-vindo o sol não amanhecerá rindo.
Então você verá lágrimas de raios caindo.
Ainda que bem-vindo o sol não amanhecerá rindo.
Então você verá lágrimas de raios caindo.
Então você verá lágrimas de raios caindo.
1 de maio de 2026
DUAS NOITES
DUAS NOITES
Letra e música: Flávio Almeida
A noite foi um fogo,
chama, cama, amor maior,
nós dois ardendo em brasa.
Mordemos mil maçãs
e a manhã pediu ao sol
a sombra de uma asa.
Exaustos e acolhidos
dormimos um sono só,
acordamos pela tarde
com uma fome mais atroz,
eclodiram zil centelhas,
nos exaurimos em nós.
Eclodiram zil centelhas,
nos exaurimos em nós.
Outra noite foi chegando,
corpo, porto, mar de amor,
à deriva navegamos.
Desejos vindos em ondas,
sal, saliva, céu, suor,
nós em nós nos naufragamos.
Entregues ao infinito
chegamos à exaustão.
Ancoramos numa praia,
paraíso em criação.
Água e fogo, lua e sol,
amor, lava de vulcão.
Água e fogo, lua e sol,
amor, lava de vulcão.
ESTRELA DO SHOW
ESTRELA DO SHOW
Letra e música: Flávio Almeida
Com seu sorriso lindo
ela muda tudo,
até o meu mundo
mudou.
Estou mais tranquilo,
me sentindo vivo,
o que tava ruim
já passou.
REFRÃO
Com ela eu fico no ar.
Sem ela eu saio do ar.
Ela me deixa sem ar.
Quando ela me olha
com olhar tão doce,
me sinto melhor
do que sou.
Cheia de cuidados,
me cerca de carinhos,
diz que sou
o que sempre sonhou.
Me joga pra cima,
enche minha bola,
me deixa de cara
com o gol.
Quero ser pra ela,
o melhor que posso,
vou torná-la estrela
do show.
Ela é tão simples,
menina tão meiga,
eu com ela
estou que estou.
Nem sei se mereço
o amor desse anjo
que Deus lá do céu
me mandou.
CARTAS AO VENTO
CARTAS AO VENTO
Letra e música: Flávio Almeida
Escrevo aos amigos
sempre em pensamento
cartas que envio
pelo vento.
Falam de saudade,
de recordações,
da velha cidade
e das canções.
O tempo guardou
as emoções.
Dias, noites,
sóis e luas que a gente acendeu.
Ruas, praças,
endereços que ninguém perdeu.
O grupo escolar,
o colégio antigo,
dói só de lembrar,
viva o vivido.
Judite, Olga, Ordália,
Irma, Líria e Leonor
e o holandês
padre professor,
davam aulas
de sincero amor.
Vidas, sonhos,
foi um tempo de gente feliz.
Hoje, sempre,
o passado em nós fincou raiz.
Escrevo aos amigos
sempre em pensamento
cartas que envio
pelo vento.
29 de abril de 2026
SALADA
SALADA
Letra e música: Flávio Almeida
Minha mãe tempera a salada.
Folhas de alface, rodelas de tomate,
vinagre, azeite, limão e sal.
“É assim que seu pai gosta”,
ela me diz.
O amor satisfaz o gosto
com o seu sorriso mais feliz.
Meu pai chega do trabalho,
toma banho e janta,
anda de um lado pra outro
e vai dormir.
Minha mãe, sozinha,
fica na cozinha,
final de rotina por cumprir.
Ensaboar, enxaguar,
enxugar, inclusive lágrimas. (Lágrimas).
Contida, reservada,
minha mãe não se queixa de nada.
E amanhã terá a mesma salada.
Perdas e danos e haveres,
o mais sublimado dos seres.
Tão concentrada em afazeres.
Tão esquecida de prazeres.
PRIMAVERAR VOCÊ
PRIMAVERAR VOCÊ
Letra e música: Flávio Almeida
Plenas de orvalho da noite colhi açucenas
e lhe mandei entregar um simples buquê.
Um beija-flor verde-azul com ágeis asinhas,
veio bem devagarzinho e pousou nas florzinhas.
E foi enfeitar você, foi encantar você,
foi alumbrar você, foi desabrochar você.
Pro meu jardim eu voltei meio ensimesmado,
fui semear nos canteiros novas maravilhas.
Zínias, petúnias, gardênias, bromélias e sálvias,
íris, acácias, begônias e margaridas.
Para ganhar você, emocionar você,
deslumbrar você e perfumar você.
Reguei, cuidei, protegi com excesso de zelo
e pra fazer mais sucesso plantei muitas outras.
Dálias, hortênsias, camélias, rosas e amarílis,
violetas, papoulas, tulipas, orquídeas, gloxínias.
Vou colorir você, vou florear você,
vou cultivar você, primaverar você.
SOBRE NÓS DOIS
SOBRE NÓS DOIS
Letra e música: Flávio Almeida
De tanto pedir a Deus,
Ele enfim me atendeu,
fez e aconteceu,
Céus e Terra moveu
e juntou você e eu.
Deus que tudo sabe,
Deus que tudo vê,
não nos quis sozinhos,
mexeu os pauzinhos
e juntou eu e você.
O acaso conspirou,
o Sol à Vênus se alinhou,
por um instante tudo parou,
você surgiu assim
do nada, só pra mim.
Em meio a tanta solidão,
não deve ter sido fácil, não,
promover essa união.
Dou graças ao Senhor
por ouvir meu clamor
e um belo par compor.
Deus é amor.
Deus é amor.
28 de abril de 2026
DESCOBERTA DO FOGO
DESCOBERTA DO FOGO
Letra e música: Flávio Almeida
Toco você
fogo em minhas mãos
Olho você em chamas
me queimo ardo
febril de paixão
Sopro a cinza sobre a brasa,
brasa viva meu coração.
Sinto você
meu corpo é vulcão
Banho você em lava
incêndio incenso
intenso clarão
Sopro a cinza sobre a brasa,
brasa viva meu coração.
Vivo você
rigor do verão
Levo você pro sol,
brisa inflamável,
amor explosão.
Sopro a cinza sobre a brasa,
brasa viva meu coração.
CORAÇÃO DE PEDRA
CORAÇÃO DE PEDRA
Letra e música: Flávio Almeida
Coração de pedra,
vou te lapidar,
porque desse jeito,
dentro de meu peito
amor nenhum vai querer morar,
e, pobre de mim, vou me lascar.
Coração de pedra,
não sejas tão inconstante.
Deixe que as mulheres,
tantas quantas tiveres,
te sintam romântico, aconchegante,
e que a pedra que és é um diamante.
Coração de pedra.
Coração de pedra.
Coração de pedra.
Coração de pedra,
não sejas tão inconstante.
Deixe que as mulheres,
tantas quantas tiveres,
te sintam romântico, aconchegante,
e que a pedra que és é um diamante.
Coração de pedra.
Coração de pedra.
Coração de pedra.
27 de abril de 2026
CANTO À LUA
CANTO À LUA
Letra e música: Flávio Almeida
A Lua boia
a Lua banha
e nua se assanha na noite vulgar
Lua
tão comum aos olhos de uns
Lua
tão misteriosa é mito de alguns
Lua
Lua
A Lua atua
a Lua azula
e em fases regula o cio de amar
Lua
que nunca dilua seu ciclo no ar
Lua
jamais se exclua de meu desejar
Lua
Lua
A Lua míngua
A Lua cheia
e nova clareia centelha ao léu
Lua
seu néctar lambuza o véu do céu
Lua
rubra incandescente redoma de mel
Lua
Lua
Lua
Lua
Lua
Ao fogo do encanto te canto ao luar
Lua
Quem mora na Terra tem que te cantar
Lua
Lua
Lua
Lua
A LONG WAY
A LONG WAY
Letra e música: Flávio Almeida
O meu amor se dilui agora
em brancas cinzas do outono calmo.
Apascentando antigos sonhos
alcança o sol com o cair das flores,
avança noites perdendo folhas
e eu sigo colhendo lembranças,
errantes viagens, difíceis andanças.
A long way,
a long way,
a long way.
O meu amor se retrai e chora
em dias loucos de atroz desejo,
por si se dá exato, inteiro,
e pensa muito e não sente menos,
e a cada sono um pesadelo
movendo céus e abrindo cercos,
e eu sei que a falta não tem mais erro.
A long way,
a long way,
a long way.
O meu amor se contém sereno,
refaz a história a todo o momento,
efeito luz de um irreal tormento,
sem que se saiba o que vai por dentro,
a dor retorna em seu movimento,
o passado vivo é uma brasa acesa,
eu penso em ti, mas estou com medo.
A long way,
a long way,
a long way.
26 de abril de 2026
APENAS ME AME
APENAS ME AME
Letra e música: Flávio Almeida
Não me ame muito
Não me ame tanto
Só me ame sempre
mas nunca demais
Apenas me ame
se possível o quanto
te mantenha o centro
não me tire a paz
Me ame de verdade
e com todo encanto
na medida certa
sem olhar pra trás
Ame ame ame
em riso ou pranto
e jamais me troque
por outro rapaz
Me ame agora
e me ame enquanto
manter-nos unidos
o amor for capaz
Me ame com força
que assim me agiganto
e faço desse amor
mais e mais e mais
SEU SORRISO
SEU SORRISO
Letra e música: Flávio Almeida
Você sorri o sol põe-se a brilhar.
Você sorri e purifica o ar.
Você sorri acende luz no olhar.
Você sorri e eu me deixo levar.
Doce e lindo o seu sorriso.
Arco-íris de emoção.
Escancara o paraíso.
Transborda meu coração.
Você sorri exala um frescor.
Você sorri e desabrocha a flor.
Você sorri melhora o meu humor.
Você sorri e eu sou todo amor.
Você sorri e chega a primavera.
Você sorri e tudo enfim prospera.
Você sorri a mansidão impera.
Você sorri e a solidão já era.
Você sorri...
25 de abril de 2026
TOADA DO TREM
TOADA DO TREM
Letra e música: Flávio Almeida
Dão, dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Três pares de trilhos
são as cordas do violão.
Três trens vêm
conduzindo nova canção.
São só notas soltas,
cada uma em seu vagão.
Dó-ré-mi-fá-sol-lá-si.
Dão bem um bom bordão.
A paisagem é um ser tão.
Girassóis e cafezais,
cerradões e canaviais,
plantações de algodão.
Trigo, milho e arrozais,
soja, fumo e laranjais.
Bois pastando a solidão
vão ficando para trás.
Sou de Minas, sou Gerais.
Uai, que coisa, que trem bão.
Lá e cá meu coração.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Vêm e vai, vai e vêm.
Numa curva apita o trem.
Vão e vêm, vêm e vão.
Tem quem quer café-com-pão.
Vai parar na estação.
Vai parar na estação.
Tá parando na estação.
Tá parando na estação.
Já parou na estação.
Já parou na estação.
Hei, acorda meu violão.
Dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão.
TUDO QUE VOCÊ QUISER DE MIM
TUDO QUE VOCÊ QUISER DE MIM
Letra e música: Flávio Almeida
Se você quiser te dou o mar
e também te dou um barco
e um porto pra ancorar.
Mas nunca darei ondas revoltas
e nem ventos, tempestades
durante seu navegar.
E nem te darei um lenço branco
para acenos de adeus.
Esse mar de amor vai dar na praia
dos braços e abraços meus.
Se você quiser te dou o espaço
e um lindo par de asas,
o azul da imensidão.
Mas nunca darei voos difíceis
e nem haverá limites
pra curtir toda emoção.
Nem te ensinarei nenhuma rota,
liberdade é sem fim.
Quero você linda, leve e solta
louca pra pousar em mim.
Quer meu mundo?
Vem! Vai fundo!
O melhor de mim pra sua vida
eu estou disposto a dar.
Nós dois juntos
temos tudo.
Na riqueza ou na pobreza
nosso amor não vai faltar.
Na saúde ou na doença
nada vai nos separar.
Na alegria ou na tristeza
eu sempre hei de te amar.
24 de abril de 2026
VOCÊ DE VOCÊ
VOCÊ DE VOCÊ
Letra e música: Flávio Almeida
Às vezes você se sente mais só
estando ao lado de alguém,
do que realmente quando está
totalmente sem ninguém.
Seja você de você
sua melhor companhia.
Seja você de você
sua melhor companhia.
TODO DIA
TODO DIA
Letra e música: Flávio Almeida
Todo dia a gente diz bom dia,
boa tarde, boa noite, passe bem.
Obrigado, vai com Deus, sorria,
bom trabalho, aguenta firme, fique zen.
Com saúde e paz, muita energia,
vamos nessa, siga em frente, não tem porém.
Diz que ama, seja simples, confia,
se desculpe, boa sorte, tenha alguém.
Não se preocupe, esbanje só alegria,
vá com calma, respire fundo, veja além.
Leia muito, faça amor e poesia,
viva, sonhe, se realize, a meia, amém.
22 de abril de 2026
TE VIVO-ME
TE VIVO-ME
Letra e música: Flávio Almeida
Eu te vejo céu
te beijo mar
te sinto cais
te tenho ar
te pego sol
te abraço luz
Eu te toco além
te quero paz
te canto blues
te ouço jazz
te acordo som
te pinto azul
Eu te laço nua
te sonho ter
te chamo lua
te penso ser
te caço minha
te sou em mim
Eu te cheiro flor
te faço amor
te dou prazer
te farto até
te acho zen
te deixo a fim
Eu te peço mais
te imploro vem
te planto pão
te como bem
te adoço mel
te colho enfim
Eu te sigo teu
te largo só
te cato após
te ato nó
te vivo-me
te falo sim
ESTAREI LÁ
ESTAREI LÁ
Letra e música: Flávio Almeida
O que é distância para um coração
que sempre correu atrás do amor?
Quando eu souber onde o fujão está,
estarei lá.
Seja em Pasárgada ou Shangri-la,
estarei lá,
estarei lá.
Nos cinco continentes eu vou procurar,
meu sonhado amor hei de encontrar.
Longe, perto, aqui, ali ou acolá,
estarei lá.
No Éden, Eldorado ou Atlântida,
estarei lá.
Tem mulher demais, eu sei que vão dizer.
O que aliás tem nada a ver.
Cascalho se acha em qualquer lugar.
Diamante tem que garimpar.
Não serei feliz enquanto não achar
o amor que a vida vai me dar.
Avalon, Lemúria ou Madagascar,
estarei lá.
Casebre, mansão ou no Jardim de Alá,
estarei lá,
estarei lá,
estarei lá.
FALSA VALSINHA
FALSA VALSINHA
Letra e música: Flávio Almeida
O que é saudade não sei muito bem,
quando é de algo ou de alguém.
Pode a saudade também quando vem,
não ser de nada e nem de ninguém
O que passou faz saudade sentir,
saudade é um fio sem fim.
Se é do presente será no porvir,
saudade boa ou ruim
Sei que saudade não tem tradução,
mas todo mundo a sente.
Quando a saudade vira solidão,
a gente fica carente.
Saudade bate, dói no coração,
saudade no pensamento.
Dá no olhar e na respiração,
saudade a todo o momento.
Sei que saudade não tem tradução,
mas todo mundo a sente.
Quando a saudade vira solidão,
a gente fica carente.
Saudade bate, dói no coração,
saudade no pensamento.
Dá no olhar e na respiração,
saudade a todo o momento.
DEUS SEM CÉU
DEUS SEM CÉU
Letra e música: Flávio Almeida
Sem você
nada tem porquê
fico a ver navios no ar
náufrago
Sou um ser
sem quê nem por quê
todo o sal a tornar o mar
árido
Volta
Vem já
Fica aqui
Vivo assim
vou daqui pr'ali
a ficar sem ter onde estar
habitat
Nem sei mais
se é melhor fingir,
insistir, desistir, deixar
como está
Volta
Vem já
Fica aqui
Com você
tudo tem a ver
posso até voltar a voar
ângelus
Deus sem céu
sou sujeito a ser
se entre nós nunca mais rolar
êxtase
Volta
Vem já
Fica aqui
21 de abril de 2026
A RECEPÇÃO
A RECEPÇÃO
Letra e música: Flávio Almeida
Se acontecer de um disco voador
no planeta Terra um dia pousar,
homens e mulheres, cheios de temor,
vão se esconder, se alarmar.
Porém, as crianças, essas vão curtir,
o objeto vão logo identificar.
Se algum extraterrestre dele não sair,
na estranha nave vão entrar.
OVNI e ET,
nossos filhos sonham conhecer.
OVNI e ET,
veem muito isso na TV,
e eles acreditam, pode crer!
Se são os visitantes do bem ou do mal,
nem disso a meninada vai querer saber.
Os interplanetários vão achar legal
o humano infantil jeito de ser.
Haverá perguntas e não serão poucas,
como respondê-las? Eis a questão.
Com música e mímica, caras e bocas,
de uma forma ou de outra se entenderão.
OVNI e ET,
nossos filhos sonham conhecer.
OVNI e ET,
veem muito isso na TV,
e eles acreditam, pode crer!
Você pai e mãe, se isso acontecer,
não se alardeie, deixa rolar.
Deixa a criançada se entender,
o futuro distante acabou de chegar.
Tudo o que fizermos já não convence,
veja só o planeta, que situação.
Se os ET’s vierem, pare um pouco e pense,
deixe às crianças a recepção.
OVNI e ET,
nossos filhos sonham conhecer.
OVNI e ET,
veem muito isso na TV,
e eles acreditam, pode crer!
OLHAR BANDEIRA
OLHAR BANDEIRA
Letra e música: Flávio Almeida
Faz silêncio meu olhar,
não conte coisas de mim.
Vê se para de me entregar,
não é tão simples assim.
Se ela ao menos desconfiar
que dela eu ando a fim,
é bem capaz de se mandar
só pra não ter que dizer sim.
Meu olhar, te peço calma,
cobiça demais é bobeira.
E como espelho da minha alma
você não pode dar bandeira.
Tá dando muito na cara,
vê se tenta disfarçar.
Meu olhar, te peço para (para!),
para de me entregar.
NOIVA
NOIVA
Letra e música: Flávio Almeida
Fiz você de Lua a noite inteira,
fui seu lobo uivando em pleno cio,
mapeei seu corpo com prazeres,
acordei sentindo-me o seu Sol
e foi doce a luz dessa manhã.
A segunda noite, mais intensa,
foi sublime o seu levitar,
contei as estrelas sem perdê-las,
cada uma um gemido seu.
Você desmaiou no azul do céu,
qual noiva desejada por Deus.
20 de abril de 2026
INVENÇÃO DE MODA
INVENÇÃO DE MODA
Letra e música: Flávio Almeida
Você ‘tá inventando moda, morena,
arrumando suas coisas, dizendo que vai embora.
Noves fora, nós dois temos uma história,
quando é fé você vem e nem tchum dá o fora.
E o jardim e a hortinha que você plantou?
E a nossa casinha que você tanto sonhou?
E os retratos do dia em que a gente casou?
Que amor fogo de palha que já se apagou.
Você me pegou de calça curta, morena,
com esse papo de que vai dar um tempo agora.
Até chega a doer ver minha mãe sem a nora.
Que conversa mais besta e mais fora de hora.
E os versos que eu fiz pra você, todo prosa?
Onde ‘tá aquela dona sempre atenciosa?
Por que de repente ficou caprichosa?
Que danada, meu Deus, você é custosa.
Você ‘tá inventando moda, morena,
arrumando suas coisas, dizendo que vai embora.
Você me pegou de calça curta, morena,
com esse papo de que vai dar um tempo agora.
MEUS GUERREIROS
MEUS GUERREIROS
Letra e música: Flávio Almeida
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros. [2X]
De vales e montanhas,
rios, florestas e mares,
mil artimanhas, façanhas,
vêm de muitos lugares.
Enfrentando mal tempo,
combatendo a maldade,
contra moinhos de vento
lutam pela verdade.
São de bom sentimento,
vivem a liberdade.
Trazem mel,
trigo, seda e pão,
diamantes e ouro em pó,
paz, amor e perdão.
Três papiros sagrados:
Talmude, Bíblia, Alcorão.
Três papiros sagrados:
Talmude, Bíblia, Alcorão.
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros.
Estão chegando os meus guerreiros. [2X]
18 de abril de 2026
MEU HERÓI
MEU HERÓI
Letra e música: Flávio Almeida
Meu herói (meu herói)
morreu no início da minha história.
Dói essa saudade sem memória.
Dói essa saudade sem memória.
Tenho tão poucas lembranças
de nós dois.
Tudo o que a infância pediu
eu deixei pra depois.
De suas mãos calejadas
nascia um carinho arranhado.
Sem seu olhar amoroso
o meu se vê marejado.
Meu herói (meu herói)
tinha a luz de uma força interior.
Seu superpoder era o amor.
Seu superpoder era o amor.
Cresci envolto no sonho
de tê-lo comigo.
Sei que ao perdê-lo fiquei
sem meu melhor amigo.
Meu coração pede bênção
e se sente abençoado.
Em tudo o que faço eu penso
em você ao meu lado.
DEIXA ROLAR
DEIXA ROLAR
Letra e música: Flávio Almeida
A cidade é passarela,
ela passa a desfilar,
solta, leve e bela,
que graça que é ela,
eu quase que perco o ar.
Ó menina,
mina de sol e luar,
vem e ilumina
toda minha sina,
me ensina a respirar.
Seu vestido de alcinhas,
seu jeitinho de andar,
cabelos soltinhos,
estes seus olhinhos,
será que estou a sonhar?
Ó menina,
mina de sol e luar,
vem e ilumina
toda minha sina,
me ensina a respirar.
Nesta cidade tão grande
que sorte foi te encontrar.
Me diz o seu nome,
qual seu telefone
e o mais deixa rolar.
Ó menina,
mina de sol e luar,
vem e ilumina
toda minha sina,
me ensina a respirar.
A cidade é passarela,
ela passa a desfilar.
Seu vestido de alcinhas,
seu jeitinho de andar.
Nesta cidade tão grande
que sorte foi te encontrar.
Ó menina,
mina de sol e luar,
vem e ilumina
toda minha sina,
me ensina a respirar.
17 de abril de 2026
GOIÂNIA
GOIÂNIA
Letra e música: Flávio Almeida
Quando conheci Goiânia
logo de cara me apaixonei.
Eu disse daqui não saio,
ninguém me tira, então fiquei.
Respirando o ar em meio ao verde,
meu olhar sorrindo mil dizeres,
encantado com suas mulheres
lindas de viver.
É simples sentir Goiânia,
é fácil amar Goiânia.
Minha vida e Goiânia
têm tudo a ver.
Goiânia, Goiânia...
Que beleza que é Goiânia.
Aconchegante Goiânia.
Com seu jeitinho Goiânia
sabe cativar.
Goiânia, Goiânia...
Agora sou mais Goiânia.
Já não vivo sem Goiânia.
Eu amo demais Goiânia,
aqui é meu lugar.
Faceira, brejeira e fashion,
Cosmopolita, cartão postal.
Cabrochinha do cerrado
esbanja um charme tão natural.
Seu encanto é tanto e sem vaidade.
Sua grife é simplicidade
de menina-moça em flor
a insinuar paixão.
Eu sou todo seu Goiânia.
Acolhedora Goiânia.
Sinto o pulsar de Goiânia
no coração.
Goiânia, Goiânia...
Que beleza que é Goiânia.
Aconchegante Goiânia.
Com seu jeitinho Goiânia
sabe cativar.
Goiânia, Goiânia...
Agora sou mais Goiânia.
Já não vivo sem Goiânia.
Eu amo demais Goiânia,
aqui é meu lugar.
Quando conheci Goiânia
logo de cara me apaixonei.
MEU AMORZÍM
MEU AMORZÍM
Letra e música: Flávio Almeida
Tô doidím pra vê meu amorzím,
lascá a riviría uns beijím.
Meu coração tá assim piquininím,
trem mais rúim é ocê ficá sózím.
Vô juntá uns cobrím,
fazê um ternim de brim
e pra ela um vistidím soltím.
- Ô Dom Serafim,
ouve o nosso sim,
me une eu mais o meu amorzím,
dá bença prum lindo casalzím.
Casadím cum pôco vem os fiím,
meu mininím mais véi vai chamá Juním.
De pôquím inpôquím ajeitá um cantím,
bão dimais, que Deus conserve assim.
Parzím de pombím
sempre garradím,
ela de eu e eu de ela a fim.
Pruveitá tudím,
tintim por tintim,
filíz quem pissui um amorzím,
o meu tá guardadím qui dendimím.
Tô doidím pra vê meu amorzim.
Meu coração tá assim piquininím.
16 de abril de 2026
EU TE AMO
EU TE AMO
Letra e música: Flávio Almeida
Todo mundo diz no Mundo todo
com gestos e flores e intenções.
Eu grito e repito a meu modo,
sempre, em todas ocasiões.
Eu te amo.
Chavão ou clichê ou frase feita,
do que vai cá dentro é a tradução.
E por ser tão simples é perfeita
essa universal declaração.
Eu te amo.
Ensaio mil frases amorosas,
poemas de amor decoro ao ler.
Letras de canções maravilhosas,
mas ao te encontrar só sei dizer.
Eu te amo.
EQUAÇÃO
EQUAÇÃO
Letra e música: Flávio Almeida
Você é mais da metade de mim.
Sem você não fecha a equação.
Cabeça, alma e corpo.
A melhor parte do todo.
Ser desse planeta que é meu coração.
Meu tudo no mundo.
Mais e sempre muito.
Razão se completa com emoção.
O amor em teoria quer aplicação.
Você e eu. Eu e você.
A explicação antes do por quê.
Você e eu. Eu e você.
Juntos fechamos qualquer equação.
CORAÇÃO TAMBOR
CORAÇÃO TAMBOR
Letra e música: Flávio Almeida
Cada batida de meu coração
faz de meu peito um tambor.
Com precisão e afinação
o meu sentir é um sensor.
Ecoa dentro sua percussão,
tons ritmados do amor.
Bam, bam, bam,
tum, tum, tum,
essa emoção não vai parar.
Tam, tam, tam,
vrum, vrum, vrum,
nem eu consigo segurar.
Deixa bater e palpitar,
pode pulsar e latejar.