TOADA DO TREM
Letra e música: Flávio Almeida
Dão, dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Três pares de trilhos
são as cordas do violão.
Três trens vêm
conduzindo nova canção.
São só notas soltas,
cada uma em seu vagão.
Dó-ré-mi-fá-sol-lá-si.
Dão bem um bom bordão.
A paisagem é um ser tão.
Girassóis e cafezais,
cerradões e canaviais,
plantações de algodão.
Trigo, milho e arrozais,
soja, fumo e laranjais.
Bois pastando a solidão
vão ficando para trás.
Sou de Minas, sou Gerais.
Uai, que coisa, que trem bão.
Lá e cá meu coração.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão, dão.
Vêm e vai, vai e vêm.
Numa curva apita o trem.
Vão e vêm, vêm e vão.
Tem quem quer café-com-pão.
Vai parar na estação.
Vai parar na estação.
Tá parando na estação.
Tá parando na estação.
Já parou na estação.
Já parou na estação.
Hei, acorda meu violão.
Dão, dão, dão, dão.
Dão, dão, dão, dão.