NOITE BRANCA
Letra e música: Flávio Almeida
Vestindo seu sobretudo preto,
a noite branca está aqui em casa
com suas olheiras, seu ar deprimido,
pálida, gélida, ávida, gótica, cálida.
Pálida, gélida, ávida, gótica, cálida.
Sei que a noite branca vive acordada.
E que a noite branca é tão solitária.
Ela não é bem-vinda, mas mostra a face.
Hoje a noite branca está aqui em casa.
Mantém os insones em uma caverna.
Louca, é de lua e se diz eterna.
Ela anda nua, diz que sou seu amigo
íntimo, álibi, lúcido, tímido, lívido.
Íntimo, álibi, lúcido, tímido, lívido.
A noite branca quer morar comigo.
Não abre mão de minha companhia.
Hoje a noite branca é minha visita.
Tem mais de zil anos e não é aflita.