TODOS OS SANTOS
Letra e música: Flávio Almeida
Santa Teresinha, dai-me como minha,
pela vossa graça essa doce gracinha.
Quero essa menina, Santa Catarina,
que ela é meu céu, Santa Isabel.
Pura Santa Helena, desejo essa pequena.
Santa Margarida, ela é minha vida.
É o que eu sempre quis, Santa Beatriz.
É moça de família, ó Santa Cecília.
Por Nossa Senhora, santa mãe de Deus,
não me vejo longe destes olhos seus.
Vigiai os meus, oh! Santa Luzia,
senão posso olhar noutra freguesia.
REFRÃO
Santos santos são.
Não os invocai em vão.
Santos santos são.
Não os invocai em vão.
Guerreiro São Jorge, que eu diga não,
e que negue fogo à donzela e dragão.
Não quero trair, bondoso São Bento,
mas a carne é fraca; será que eu aguento?
Igual São Tomé, só vendo acredito,
mas é tanta mulher, meu São Benedito.
Estou amarrado, qual São Sebastião,
coração flechado, mas me dá comichão.
Mas, São Cipriano, é que eu sou humano.
Faço, São Clarindo, enquanto estou tinindo.
Vou pecar sem grilo, piedoso São Cirilo.
Casto Frei Galvão, mulher é perdição.
REFRÃO
Sou comprometido, discreto São Guido.
Fominha e carente, caro São Vicente.
Valei, São Joaquim, ando sempre a fim.
É, São Lourenço, é só nisso que eu penso.
Sim, meu bom São Brás, é tentação demais.
Olha, São Francisco, não enjeito petisco.
Meu São João Batista, de mim não desista.
Sabe, Santo Inácio, não pense que é fácil.
Grande São Miguel, me ajuda a ser fiel.
Ô São Nicolau, me ensina a ser leal.
São Cosme e Damião, xô com a tentação.
Sublime São Tomáz, tem mulher demais.
REFRÃO
Por fim me dirijo ao bom Santo Antônio:
livrai-me, santinho, do tal matrimônio.
Ouviu, São Gregório? Eu dispenso casório.
E faça, São Luís, com que eu seja feliz.
REFRÃO