9 de junho de 2026

VAYA CON DIOS

 

VAYA CON DIOS
Letra e música: Flávio Almeida

Essa é minha história com Cristina, una chica argentina.
Gringa muy hermosa, muy cherosa, muy dengosa, um mulherón.
Saliente, caliente, carente, elegante, mas pedante.
Com su sangre porteño se achava sempre a dona da razón.

Vítima da moda, se vestia com gosto discutível.
Niña imprevisível, me abraçava por inteiro e com passión.
Quando, ao seu lado em San Pablo, eu me senti invisível,
entonces eu disse com dolor en mi corazón.

REFRÃO
Vaya con Dios,
vaya con Dios,
oh! meu amor.

Cristina se fuêra, fiquei triste, fui atrás, louco e só.
Donde está Cristina? Sem saber, aproveitei e fiz um tour.
Córdoba, Rosário, Mendoza, Bariloche e Mar del Plata.
Cafés e quiosques, arvoredos, gramados, lindas praças.

Em Buenos Aires vi Cristina en la Plaza del Mayo.
Ela deu de ombros, fez careta, cortou volta, me esnobou.
Vi, ali, na hora, o mapa-múndi era o seu próprio umbigo.
Na maior frieza em portunhol assim falou comigo.

REFRÃO

Confesso, chorei pela argentina, mas não li o La Nación.
Essa minha história dá um tango em solo de acordeón.
Em um vagão vermelho do metrô embarquei de bobeira.
Recuerdos, regalos, Caminito, Boca e La Bombonera.

Na Nuenove de Julio com Corrientes abracei o Obelisco.
A dor por Cristina me guiou em toda essa visita.
Fui ao La Recoleta levei flores ao jazigo de Evita.
Me senti Perón perdido e só sem la sua cabrita.

REFRÃO