PEDRA BRILHANTE
Música: Aguinaldo Machado
Letra: Flávio Almeida
Pedra brilhante,
claro evidente,
tesouro urgente
na posse do ser.
Fernão Capelo,
não és gaivota,
o medo importa,
suporta sofrer.
Minha morena,
pequena cigana,
a gente se engana
na gana do ter.
Nada entre tudo,
tudo, entretanto.
Verbo transitivo,
vogal, consoante.
Duas mil cabeças
num pescoço antigo.
Corpo vertebrado
invertendo o estilo.
Moça senhora,
agora é preciso
criar juízo
à sombra do sol.
O doce da cana
profana quem planta
espanta e encanta
o nosso sabor.
Deus é verdade,
não diga mentira,
a gente se vira
e respira o amor.
E nunca atira
pedra em beija-flor.