CHORÃO
Música: Aguinaldo Machado
Letra: Flávio Almeida
Choro nesse choro magoado,
um chorinho repicado,
um chorinho bem marcado
no toque do violão,
um jeitinho mais alegre
de sofrer meu coração,
um chorinho que hoje faço
quando abraço meu irmão,
um abraço meu irmão.
Choro de quem faz tudo que pensa,
que descrê da própria crença,
que só perde, quando vence
o medo da solidão,
que só culpa essa desculpa
quando não pede perdão,
que só canta quando encanta
no meio da multidão,
no meio da multidão.
Choro de um sujeito indignado,
de um sujeito agoniado,
que apesar de sufocado
quer dar sua opinião.
Diz pelo sim, diz pelo não,
só tem mutreta e penacho de pavão,
muita carreta abarrotada de cifrão.
Tem gente eleita beliscando seu quinhão.
É federal a fatureba, a transação.
Faz vista grossa se és homem de visão,
nem mesmo o Chico segurou esse rojão.