FLUXO
Letra e música: Flávio Almeida
Estou na idade de aprender a falar
paralelepípedo sem gaguejar.
Leio o jornal de cabeça para baixo,
pois acho que o mundo está mesmo virado.
Quando ficar grande quero crescer bastante
e ser bem mais maior.
Deus é tão perfeito, mas é tão perfeito,
que vê-lo seria afear a sua existência.
Não pensa pra falar, pois quem pensa pra falar,
nunca fala o que não pensa.
Um pássaro fez ninho na minha cabeça.
Nessa ocasião virei estátua.
Só subo em árvores quando não dão frutos;
ai, que preguiça de colher.
Sim, falo com árvores, e elas me respondem
com folhas-palavras.
Ah, se eu soubesse de onde vem a brisa,
mandava alargar a passagem.
Só sei que quando chove os rios e mares
ficam com as águas molhadas.
Quer me dar motivo para te deixar?
Penteie seus cabelos pra ver.
Uma flor-da-noite começa a soltar cheiro
às três e dezoito da tarde.
O dia estava longe quando o alcancei
para desejar boa noite.
Quando eu te vejo, o meu coração
acelera mais que o coração de um beija-flor.
Quando eu te vejo, o meu coração
acelera mais que o coração de um beija-flor.
Quando eu te vejo, o meu coração
acelera mais que o coração de um beija-flor.