PENHOR DA IGUALDADE
Música: Aguinaldo Machado
Letra: Flávio Almeida
A minha voz tem um desejo forte,
que nem a morte vai desafiar,
que nem o tempo vai redimir
e nem a dor vai suportar.
Que nem a lei vai proibir,
enquanto eu puder cantar.
As minhas mãos têm um segredo,
que nem o medo vai conquistar,
que nem o amigo vai trair
e nem o homem vai consagrar.
Que nem a palavra vai resistir,
enquanto eu puder calar.
Meus olhos têm uma certeza
que nem a tristeza vai alegrar,
que nem o corpo vai seduzir
e nem o sol vai clarear.
Que nem a fera vai agredir,
enquanto eu puder olhar.
Meu coração tem uma esperança
e não se cansa de tanto esperar,
que nem a noite faz desistir
e nem o dia faz despertar,
que nem o peito vai possuir,
enquanto eu puder sonhar.
Enquanto a vida pedir,
enquanto eu puder ficar.
E quando eu puder sorrir,
e quando eu puder pensar.
Seja na hora de sentir,
seja na hora de chorar.