20 de agosto de 2026

HIROSHIMA

 

HIROSHIMA
Música: Aguinaldo Machado
Letra: Flávio Almeida

Deixo bem claro
que não tenho sombra
e o teu Deus
é a minha criação,
a tua vida
depende da alma
e a tua luta
nem sempre tem fim.

Fica a certeza
que tudo é incerto.
O sol aquece,
não posso esquecer.
O teu momento
encontrou o perdido,
se amanhece
vem outro anoitecer.

Cada homem é a união,
filho dessa mesma solidão.
Cada grito é uma revolução.
Evoluir não é conspiração.

Somos estátuas
no barro da terra.
O verbo é alfa,
ômega sou eu.
Tudo não passa
de um lance de dados.
Foi ao acaso
que a coisa aconteceu.

Fomos a ave
cheia de graça.
Eu era a bomba,
em vão explodi.
És o caminho,
a verdade, a morte.
Em Hiroshima
foi que renasci.